1001 Razões para Gostar de Portugal

Blogue (à volta) do Livro

27 de abril de 2007

O TEATRO D.MARIA II

agora dirigido por Carlos Fragateiro.

24 de abril de 2007

Progressos na prática da leitura Abril 23, 2007

Posted by Manuel Pinto in Participação, Jornalismo. trackback

O número de leitores, em Portugal, cresceu 58% na última década, segundo dados da Marktest, apresentados hoje no Público. É verdade que, como escreve Inês Nadais, a jornalista autora da peça, a informação disponível não nos diz (ainda) o que se anda a ler - isso virá em dois estudos mais aprofundados que serão conhecidos até ao Verão - mas o facto, em si mesmo, já é positivo, num país sobre o qual se costma dizer que “lê pouco”. E lê. Basta dizer que - e passamos para a metade meio vazia do copo - ainda não vamos além dos 37 por cento. Uma minoria, portanto.
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[Critério utilizado pela Marktest: leitura de pelo menos um livro no mês anterior]"

Há pessoas que continuam a pensar que estamos nos anos 60, acreditando que somos um país de analfabetos.

INDIELISBOA

O realizador americano Hal Hartley está no IndieLisboa, onde apresenta hoje o seu mais recente filme “FAY GRIM” (21h45, Cinema São Jorge), em estreia absoluta em Portugal.

A esta hora, Hal Hartley, esta a falar no Cinema S. Jorge,
sobre o tema Produção e Realização Independente. O INDIELISBOA, 4º Festival de Cinema Independente, é uma actividade que pode pôr na sua agenda, usufruindo de cinema alternativo ao que vê na televisão e, mesmo, noutros festivais.


O DN publica uma entrevista com Hall Hartley, conduzida por Eurico de Barros.

19 de abril de 2007

MIA COUTO

O português que se fala no mundo é também Mia Couto. Nunca leu? Vá a correr comprar ou pedir emprestado a um amigo, a uma biblioteca. Sou privilegiado por ter Mia Couto como criador em língua portuguesa.
Foi o primeiro escritor africano a ganhar o Prémio União Latina de Literatura Românicas.

BÁRBARA GUIMARÃES


video de arquivo

"O meu convidado é uma pessoa muito especial, porque tem uma capacidade extraordinária em lidar com o silêncio. Vive num mundo onde não existem sons." É desta forma que a apresentadora Bárbara Guimarães inicia o programa Páginas Soltas (transmitido diariamente na SIC Notícias, há já cinco anos), no qual João Alberto Ferreira, presidente da Associação Portuguesa dos Surdos, é o convidado.

Pela primeira vez na história do programa, estão três pessoas sentadas à mesa. A apresentadora, o surdo-mudo e a sua intérprete, Alexandra Ramos (presença habitual no programa Fátima e o elo de comunicação entre os dois primeiros).

"É a primeira vez que faço isto", brinca a apresentadora, enquanto aproveita os últimos minutos para aprender alguns gestos essenciais, como um simples "até amanhã".

Ao longo dos 12 minutos habituais, a conversa recai nas dificuldades rotineiras da vida de um surdo. "Os entraves que nós sentimos, enquanto surdos, estão bem explícitos no livro do também surdo Yves Lapalu, Léo, o Puto Surdo. Só para exemplificar, no metro não conseguimos ouvir o sinal de alarme do fecho das portas e às vezes assustamo-nos", explica Alberto Ferreira, que se formou como desenhador.

O mundo da televisão foi também debatido, nomeadamente acerca do quadrado que aparece no canto inferior direito do ecrã, onde um tradutor facilita a vida à comunidade de surdos. Para João Alberto Ferreira, não é bem assim. "Não se consegue apreender quase nada, obriga-nos a estar a um metro do televisor. Nesse aspecto, as legendas são um método muito mais eficaz", acrescenta.

O programa é transmitido na próxima segunda-feira, dia 23, assi- nalando o Dia Nacional da Educação de Surdos. Se sintonizar, não pense que tem o volume da televisão bai- xo. O programa vai para o ar sem qualquer som, apenas legendado.

"O surdo, mais do que aquele que não ouve, é aquele que não quer ouvir", remata Bárbara Guimarães, já no final do programa.

Na sexta-feira, o Páginas Soltas segue a mesma tendência, com a entrevista a José Esteves Correia, invisual e presidente da ACAPO (Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal). Nos últimos minutos do programa, a luz apaga-se e apenas se ouve a voz da apresentadora. "Queria que fosse assim o programa todo, mas a televisão vive da imagem e, como tal, não me deixaram", explicou a apresentadora ao DN."

Esta notícia é o exemplo do reconhecimento devem ter os cidadãos por Bárbara Guimarães. A SIC deve louvada por estes dois programas. Simultaneamente terá de se fazer a censura veemente, por não ter tido coragem de deixar os espectadores mergulhados na escuridão durante 5 minutos. Espero que a RTP, serviço público, não hesite e inove onde as privadas foram tímidas.

18 de abril de 2007

HOSPITAL DA LUZ

Foi inaugurado hoje pelo Presidente da República o Hospital da Luz . Já lá fui entre seis e dez vezes desde Outubro de 2006. Tenho a melhor impressão do equipamento que está ser disponibilizado aos portugueses pelo Grupo Bes. Hoje as notícias dizem que 250 médicos vieram dos seus anteriores hospitais (na maioria estatais) para o novo Hospital. Estes médicos foram formados com dinheiros públicos, treinados com dinheiros públicos. Agora o BES foi-os buscar. Ainda bem que tem capacidade e iniciativa para o fazer. Ninguém pode levar a mal.

Mas gostava de ver mais reconhecido que, quase sempre, o sector privado recebe contributos inestimáveis do Estado, tão vilipendiado. Gostava também que o Estado conseguisse ser competitivo trazendo alguns desses médicos, novamente, para o sector público. Utopia? Talvez não....

11 de abril de 2007

O CALÇADO

Portugal é o 3º exportador de calçado europeu e o 7º mundial.

Num editorial do Diário de Notícias assinalava-se este facto. Numa notícia da Economia pode ler-se: "A indústria do calçado quer tornar-se atractiva para jovens licenciados, mestres e doutores. O objectivo é mostrar que também esta pode ser uma indústria in, na qual os jovens podem seguir uma carreira profissional ambiciosa e devidamente valorizada."

Há quem não entenda que o país já mudou e está a mudar continuamente. Com as contradições de quem vive, nalguns momentos, para outros protagonistas, como se ainda estivesse no século XIX.

7 de abril de 2007

ALGUMAS SÉRIES, na televisão

"Canais generalistas emitem 11 séries dos canais de cabo FOX

RTP1, RTP2, SIC e TVI emitem um total de 11 séries de ficção estrangeira que os canais FOX/FOX Life também transmitem.

Ossos e O Meu Nome É Earl passam na RTP2 e Perdidos, Prison Break e Anatomia de Grey são emitidos pela RTP1. Com três séries cada um estão os canais privados: Donas de Casa Desesperadas, A Lei do mais Forte e Entre Vidas (SIC); Dr.House, Nip Tuck e Lei e Ordem (TVI).

Pouco preocupadas com a concorrência destes conteúdos em canais de cabo como o FOX e o FOX Life, com acesso pago e para uma audiência mais restrita (embora com emissões a horas mais acessíveis), as televisões generalistas valorizam acima de tudo o facto de se tratar de séries de sucesso e premiadas. Isto ao mesmo tempo que servem para satisfazer uma estratégia unanimemente defendida pelos seus responsáveis de programas: a diversidade.

Assim, reivindicando o pioneirismo da SIC no "lançamento e na consolidação das grandes séries de ficção na televisão portuguesa" (pelo menos desde o Verão de 2004 com CSI), José Navarro de Andrade, responsável pelas aquisições estrangeiras da estação, recorda o êxito obtido com Donas de Casa Desesperadas (já na 3.ª época) ou com Entre Vidas. Duas séries que têm "garantido uma linha de programação diversificada e atraente", confirma. Olhando para a experiência positiva da Páscoa do ano passado, a SIC volta a apostar num cabaz de estreias, donde se destaca A Lei do Mais Forte, CSI Las Vegas, CSI Nova Iorque e CSI Miami (estas emitidas pelo AXN), além da premiada Betty Feia, que se estreia hoje.

A RTP1 também tem apostado forte nestes conteúdos. Lost e Prison Break são as opções do momento. Já a TVI, cuja grelha assenta sobretudo na ficção nacional, é, das quatro, a mais intermitente no uso destas séries, com a excepção de Dr.House, um sucesso. E, além de Ossos e O Meu Nome É Earl, aguarda-se com ansiedade a chegada à RTP2 de mais uma série de Sopranos. PB/MJE"


No Diário de Notícias de hoje pode saber que a televisão em Portugal tem fortes motivos de interesse para ser vista, ao contrário do que se ouve, em geral. As séries citadas são do que melhor se faz em televisão nos EUA. Ou seja, não é só de telenovela brasileira e portuguesa que se faz a programação. Também há do melhor feito em língua inglesa. Devo confessar que foi o Lost e o Prison Break que me aproximaram da televisão, na Fox, nos últimos tempos. Nas séries a RTP mostra a "pequena" vantagem do serviço público: dá as séries a hora decentes. Ainda devia ser feito um esforço para as aproximar mais do "prime-time" , no serviço público.

Estou também convencido que há muitas coisas boas de Portugal que vêm lá de fora. Portugal fez-se assim, a começar com os descobrimentos.

4 de abril de 2007

AS LOJAS DO CIDADÃO

Já aqui faladas, mas que hoje se tornaram de actualidade, pois estreou ontem Grandes Esperanças de Miguel Marques, na Cinemateca.

É bom ter olhares não televisivos sobre a realidade, e as lojas do cidadão são locais vivos. E o Miguel Marques também está a observar o que se passa, lembrando que a cidadania também está no documentário.

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  • Publicado em Fevereiro de 2005 por TEXTO EDITORES

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