1001 Razões para Gostar de Portugal

Blogue (à volta) do Livro

16 de dezembro de 2005

GOSTAR DE PORTUGAL

A minha geração viveu um patriotismo balofo na era salazarista. Era o tempo dos inimigos da Pátria, todos os que não alinhavam no pensamento único da ditadura. O 25 de Abril veio e uma parte de nós não soube pensar a identidade do país, nem quis perceber a sua necessidade. Foram sobretudo sectores identificados com a direita que, de vez em quando, foram levantando as questões de identidade, de história antiga que nos obrigam a pensar o que somos hoje e o que seremos no futuro. No futebol, no fado e em fátima mas também na inovação, no cinema, na cultura, na arte, na economia. O livro "1001 e uma Razões para Gostar de Portugal" representa um pequeno esforço nesse sentido. Por vezes alinhavei também algumas críticas aqui e além. Mas o mais decisivo seria compreender que por mais problemas e dificuldades há um capital de realizações e de esperanças que nos podem ajudar a pensar este país como outro. E, não vejo, nunca vi, que o negativismo sistemático pudesse ser bom conselheiro. É certo que o optimismo exagerado tem efeitos semelhantes. Mas vale a pena pensar no patriotismo como propôs Manuel Alegre e hoje retomou Vascco Pulido Valente, numa daquelas raras crónicas no Público em que o seu azedume não ultrapassa a clarividência.

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  • Publicado em Fevereiro de 2005 por TEXTO EDITORES
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